Obrigado por nos visitar e confiar no nosso trabalho, ele foi feito especialmente pra você!!!



Criamos esse espaço com o intuito de valorizar as pessoas, que além de capacitadas são também abençoadas por Deus, com conhecimento, caráter, respeito, sinceridade, boa índole, solidária, educada e honesta.Desta forma o empresário abençoado por Deus tem a possibilidade de ter em sua equipe uma pessoa de valores que irá somar e ajudar para que sua empresa cresça, da mesma forma o profissional que se dispor a traballhar terá a possibilidade de mostrar seu trabalho e ser valorizado, tendo interesse de crescer e fazer o mesmo pela empresa. Onde trabalhará com prazer, e quem sabe um dia ser sócio ou dono do próprio negócio.

Pois pra quem tem Deus, nada é impossível.

















terça-feira, 15 de maio de 2012

Vagas de emprego pelo celular

Brasileiro ganha serviço gratuito para procurar vagas de emprego pelo celular

Os brasileiros ganharam uma nova ferramenta para procurar oportunidades de trabalho. A companhia norte-americana Assured Labor anunciou nesta quinta-feira (10/05) o serviço “TrabalhoJá”.
Na ferramenta, o candidato poderá buscar gratuitamente empregos pelo celular em todas as regiões do país. Após o cadastro, o usuário passa a receber as vagas compatíveis com o seu perfil no seu aparelho. “O brasileiro tem uma experiência incrível com celular, achamos que seria o melhor caminho para divulgação de vagas. Além disso, também levamos em consideração o crescimento econômico para lançar a ferramenta no país”, afirmou David Reich, fundador e CEO da Assured Labor a Época NEGÓCIOS.

O brasileiro realmente gosta e consome celulares. No Brasil, para cada computador, temos quase duas TVs (168 milhões) e três telefones (300 milhões), segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Brasil vendeu tantos celulares em 2011 que pela primeira vez igualou a taxa de aparelhos por habitante dos Estados Unidos (1,53) – o que nos colocou acima da média mundial (1,08).
A expectativa para o sucesso da ferramenta em solo brasileiro toma como exemplo a operação da companhia no México. O “EmpleoListo” é o serviço desse gênero com maior crescimento no país. Outro atrativo é oferecer a ferramenta gratuitamente aos candidatos – apenas as empresas precisarão desembolsar dinheiro para buscar candidatos.
Contudo, em uma estratégica de marketing agressiva para disseminar o serviço, a companhia permitirá às empresas, por tempo ilimitado, ofertar suas vagas gratuitamente.
Um dos pontos que podem ser aproveitados pelas empresas e pelas consultorias de Recursos Humanos para agilizar as contratações é a “Pré-seleção por voz”, na qual o candidato tem 30 segundos para responder a algumas perguntas. "Se ele for um bom ‘vendedor’, ele poderá mostrar suas qualidades nesse curto espaço de tempo”, disse Reich.
A Assured Labor, fundada em 2008 dentro do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), já programa os próximos passos para o Brasil: investir no recrutamento em redes sociais. Outro grande filão, considerando a popularidade dessas mídias no Brasil. 

Fonte: Revista Época Negócios

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Um novo emprego sem mudar de empresa

Empresas investem no rodizio de cargos para capacitar e motivar funcionários.

Sylvia Leão, Marcelo Bazzali e Luciene Schedenffeldt: diversos cargos sem sair do Grupo Pão de Açúcar (Foto: Christian Castanho)
Marcelo Bazzali começou em compras, foi para operações e hoje está no marketing. Luciene Schedenffeldt foi do marketing ao ecommerce, com uma rápida passagem pela TI e pelo comercial. Ambos são funcionários do Grupo Pão de Açúcar e não precisaram sair da empresa para ter experiência em diferentes áreas do negócio. Eles fazem parte do programa Ciclo de Gente, no qual os funcionários podem se “candidatar” para trabalhar em outras áreas.
Sylvia Leão, diretora executiva de gente e gestão do Grupo Pão de Açúcar (Foto: Christian Castanho)
O programa é uma versão mais completa do conhecido job rotation, o rodízio de cargos, no qual os funcionários mudam de cargo com a intenção de ter uma visão mais completa de como funciona a empresa. “Na posição de diretor, a empresa não precisa de um técnico. Essa é uma característica mais importante num gerente. A capacidade de gestão da área é muito mais importante”, diz Sylvia Leão, VP de gente e gestão do Grupo Pão de Açúcar.
A prática, apesar de comum, ainda gera polêmica. Os críticos contrários à troca de posições defendem que o funcionário contribuirá mais se trabalhar na sua área de conhecimento. Críticas à parte, o rodízio de cargos é uma tendência que pede atenção das companhias. "Não adianta rodar só por rodar, é preciso identificar os perfis de cada funcionário e ver os que têm características compatíveis com a prática", afirma Ricardo Barcelos, general manager da consultoria de recrutamento e desenvolvimento Havik.
Apesar de ser aberto a todos os 140 mil empregados da empresa, o Ciclo de Gente não é obrigatório. Ele complementa o PDI (Plano de Desenvolvimento Individual), no qual o funcionário é avaliado e tem a chance de dizer por quais áreas do Grupo Pão de Açúcar gostaria de trabalhar.
Marcelo Bazzali, diretor de marketing varejo do Pão de Açúcar (Foto: Christian Castanho)
Ainda que o funcionário não tenha se candidatado a uma vaga, é possível que ele seja combinado para ocupar uma função em outra área. Foi o que aconteceu com Bazzali, hoje diretor de marketing varejo do Grupo Pão de Açúcar. Há 11 meses ele foi convidado para o cargo. “Precisávamos de alguém com grande conhecimento do negócio, capaz de sensibilizar e influenciar pessoas, senso prático e capacidade de organização. E o Bazzali tinha um grau de aderência grande a todas essas demanda”, diz Sylvia.
Depois de ter sido diretor de compras, diretor de operações e diretor de projetos especiais, o executivo acredita que sua experiência anterior tem ajudado muito na sua missão atual. “Hoje eu estou no marketing, mas sei as dificuldades enfrentadas pelo comercial”, afirma. E por estar ciente dos problemas, também encontra a solução com mais facilidade: “descobri que dá para ter planejamento e preparar campanhas com antecedência e que marketing tem que ser menos PowerPoint e mais chão de loja”.
Mesmo frequente, a dança de cadeiras no GPA não tem uma periodicidade definida, mas o ideal é que cada pessoa fique pelo menos dois anos na mesma posição. “É um tempo necessário para consolidar projetos”, afirma Sylvia.
Luciene Schedenffeldt, gerente de multicanalidade do Grupo Pão de Açúcar (Foto: Christian Castanho)
Retenção e Riscos
Trocar de cargo não deixa de ser também uma forma de motivar e reter os talentos. “O grau de motivação dos funcionários com as mudanças aumenta significativamente”, afirma Sylvia. Luciene Schedenffeldt, por exemplo, lembra que quando ainda era estudante tinha em mente que ficaria no máximo três em anos em cada empresa por onde passasse, mas está há 13 anos no Pão de Açúcar. “Nunca precisei sair da companhia para fazer o que eu queria”, diz. Ela já mudou de área e de cargo seis vezes e hoje é gerente de multicanalidade da Novapontocom, o braço digital do Grupo Pão de Açúcar.
Como toda mudança, a troca de cargos também tem seus riscos, que podem impactar negativamente no balanço da empresa. Enquanto o funcionário não dominar completamente sua nova função, sua produtividade pode ser menor. “Quanto mais especializada for a empresa, maior será a curva de aprendizado dos executivos”, diz Barcelos, da Havik. O Grupo Pão de Açúcar sabe disso. Tanto que considera a capacidade de aprender o maior diferencial na hora de definir uma troca de posição.
Até agora, garante Sylvia, todas as mudanças tiveram sucesso. “Até hoje não tivemos nenhum caso de funcionário que tenha mudado de cargo e não tenha gostado”.


Fonte: Epoca Negocios

domingo, 13 de maio de 2012

Dia das Mães


Mãe é aquela pessoa para quem você corre quando está em apuros.


Coisas de mãe
Se os filhos estão bem alimentados,
É ela que se sente satisfeita.
Se estão risonhos e felizes,
É ela que se pega sorrindo também.
Se estão de roupinha nova,
É ela que se sente bonita.
Se eles vão bem na escola,
Parece que o aproveitamento escolar é dela.
Se arranjam novos amigos, É ela que se sente popular e querida.
Se viajam para novos lugares, É ela que curte o passeio, mesmo ficando em casa.
A cada meta que atingem ou troféu que ganham, É ela que curte a sensação de vitória.
Passa a gostar de rock, Mesmo que antes não pudesse nem ouvir.
Passa a olhar com simpatia, Os ídolos e os amores de seus filhos.
Passa a adorar cachorros, Mesmo que antes só gostasse de gatos.
Desnecessário dizer o que ela sente, Quando alguma coisa dá errada,
Porque, por tabela, Ela sentirá em dose tripla,
Cada tombo, Cada perda, Cada rejeição,
Cada fracasso, Cada desapontamento.



Tudo isto são... Coisas de mãe!


Parabéns a todas as mamães empresárias, donas de casa, motoristas, estilistas, professoras, engenheiras etc...
Equipe: Oportunidade ao Cristão

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O que você faria para conseguir um Emprego?


Jovem consegue emprego após colocar anúncio em outdoor

Bennett Olson, ao lado do outdoor que mostrar sua foto e seu pedido desesperado por emprego (Foto: Facebook)

Como você faria para conseguir trabalho se estivesse desempregado? Pois o americano Bennett Olson, de 23 anos, resolveu colocar o pedido de emprego em um outdoor. A estratégia funcionou. Olson chamou a atenção e foi contratado para trabalhar no departamento de marketing de uma empresa.
No imenso cartaz colocado na cidade de Rosemount, no estado de Minnesota, via-se sua foto, o endereço de seu site e letras imensas com a frase “Contrate-me”. Para expor sua mensagem lá no alto por 24 horas, Olson teve que pagar US$ 300. Talvez tenham sido os US$ 300 mais bem gastos pelo americano.
A atitude um tanto desesperada veio depois de Olson perder seu emprego em um cassino e encontrar dificuldades para conseguir uma outra colocação. Tudo mudou quando o americano teve a ideia de ser mais ousado e chamar atenção para si. Uma empresa da área de marketing gostou da criatividade e do espírito empreendedor e convidou Olson para conversar.
Depois de passar por algumas entrevistas, o americano foi finalmente contratado pela companhia Laser Design & GKS Services, uma empresa de scanners.
Com sua estratégia, Olson chegou até aos canais de notícia. Tanta atenção acabou rendendo diversas ofertas de emprego, muitas falsas, é verdade, contou o americano a CBS. Na GKS, Olson irá trabalhar com marketing e vendas, criando campanhas para rede sociais e vídeos.


Fonte: Revista Época Negócios

A Nestlé após a saída do polêmico Zurita


NEGÓCIOS

Depois de 40 anos na multinacional suíça, Ivan Zurita deixa o comando da companhia. Conheça os bastidores dessa decisão e a versão do executivo, que falou à DINHEIRO.

Por Clayton NETZ, Ralphe MANZONI Jr. e Tatiana BAUTZER
Ao longo de seus 11 anos como presidente da subsidiária brasileira da Nestlé, o executivo paulista Ivan Fábio Zurita, 59 anos, trouxe melhora inegável nos resultados da companhia, na qual começou como estagiário em 1972 e foi seu único emprego com carteira assinada. Durante sua gestão – Zurita foi o mais longevo dos últimos seis presidentes da companhia Suíça, no Brasil – a gigante dos alimentos quadruplicou de tamanho, passando de um faturamento de R$ 4,8 bilhões para R$ 20,5 bilhões. No período em que dirigiu a filial da maior empresa de alimentos do mundo, o Brasil saltou de sétimo para o segundo maior mercado em volume de vendas e receitas entre os 83 países em que a multinacional atua.
115.jpg
Leite derramado: Zurita foi o mais longevo presidente da filial brasileira
da Nestlé. Agora, terá tempo para se dedicar aos seus projetos agropecuários.
 
Com 121 marcas de produtos alimentícios no País – que vão de chocolates, iogurtes, biscoitos e papinhas de bebê a ração animal, cafés e água, a Nestlé foi uma das primeiras empresas de grande porte a perceber o potencial das classes C, D e E no País. Os produtos da Nestlé, que no início dos anos 2000 estavam presentes em 70% dos lares brasileiros, hoje são encontrados em 99% das residências. O aumento dessa penetração deve-se à estratégia desenhada por Zurita visando à população baixa renda e ao interior do País. Em 2003, o executivo criou diretorias específicas e idealizou uma rede de vendas de porta em porta, no estilo consagrado por empresas de cosméticos como a Avon e a Natura, que hoje conta com mais de dez mil revendedores e 273 microdistribuidores em 20 Estados. 
 
Sozinho, o núcleo de produtos destinados aos consumidores emergentes foi responsável por um ingresso adicional de R$ 1,2 bilhão aos cofres da companhia, no ano passado. Na esteira desses resultados, Zurita foi rapidamente guindado à condição de superstar entre os executivos brasileiros. Cortejado, reverenciado e temido, ocupou sistematicamente as melhores posições na lista dos profissionais mais valorizados do mercado brasileiro. Em 2005, por exemplo, foi escolhido o Empreendedor do Ano pela DINHEIRO como reconhecimento por seu trabalho à frente da Nestlé. Por isso mesmo, caiu como uma bomba nos meios empresariais a notícia de que a relação de quatro décadas entre Zurita e a Nestlé fora quebrada de maneira inesperada às vésperas do feriado de 1º de Maio. 
 
Na sexta-feira 27 de abril, a multinacional anunciou sua saída da presidência da subsidiária, informação a quem nem mesmo seus mais íntimos amigos tiveram acesso antecipado. A partir de julho, o executivo será substituído pelo guatemalteco Juan Carlos Marroquín Cuesta, que hoje dirige a filial do México, exatamente o último posto ocupado por Zurita no Exterior, antes de ser repatriado para o Brasil, no ano 2001. Zurita passará à presidência do conselho consultivo da Nestlé no Brasil, que se reúne, em média, duas vezes por ano. Ao lado de Jacques Marcovitch, ex-reitor da Universidade de São Paulo, será responsável por recrutar dois novos conselheiros para substituir o empresário Roberto Bornhausen, ex-presidente do Unibanco, e o economista Luis Paulo Rosenberg, que deixaram seus assentos recentemente.
 
 
Oficialmente, Zurita afirma que sua saída estava sendo negociada com o CEO da Nestlé, o belga Paul Bulcke. “Não fui surpreendido de forma alguma”, disse Zurita, em entrevista exclusiva à DINHEIRO (leia mais ao final da reportagem). Fontes próximas ao executivo, no entanto, pintam outro quadro. Três diferentes interlocutores afirmam à DINHEIRO que Zurita esperava sair só em 2014. Recentemente, um diretor fora até a sua sala comunicar-lhe que desejava aposentar-se. Foi demovido pela argumentação do chefe de que ele deveria ficar pelo menos até a Copa do Mundo, em 2014, que será realizada no Brasil, evento badalado para o qual planejava grandes ações de marketing. A Nestlé, atualmente, é um dos patrocinadores da Seleção Brasileira. 
 
Esse argumento foi utilizado pelo menos mais uma vez por Zurita para justificar seu plano de deixar a companhia somente daqui a dois anos. “Seria fechar com chave de ouro sua gestão”, diz um ex-diretor da Nestlé. No dia em que foi comunicado que deixaria o comando da Nestlé no Brasil, Zurita viajou para a sede da companhia, em Vevey, na Suíça, para negociar os detalhes de sua saída. Um dos motivos que têm sido apontados como determinante para sua queda foi a alta exposição de seus negócios privados, como a AgroZurita, uma empresa de agropecuária, dona de 8,5 mil hectares, com 30 fazendas em São Paulo e Minas Gerais e forte atuação na pecuária, com leilões de gados frequentados por astros e estrelas da tevê e da música. 
 
A matriz não absorveu inteiramente a exposição pública de Zurita, que contrastava com o comportamento discreto e avesso aos holofotes dos homens de negócios suíços, em geral, e com os executivos da Nestlé, em particular. “A mistura do público com o privado causava muito desconforto”, diz o mesmo ex-diretor. Apesar desse incômodo, a explicação para que não tenha sido adotada uma providência antes, e que a situação tenha sido tolerada por tanto tempo, tem uma forte dose de pragmatismo helvético. “Não chamavam a atenção ou proibiam as atividades particulares simplesmente porque o homem estava entregando resultado”, afirma a fonte. Na verdade, a matriz até que ensaiou fazer alguma coisa. Em 2005, um executivo com uma pasta recheada de cópias de reportagens da imprensa brasileira falando sobre os leilões de gado e as atividades da AgroZurita desembarcou no Brasil. 
 
117.jpg
 
 
Queria explicações sobre o que estava acontecendo. Mas, justamente porque os números da filial brasileira eram considerados bons, o assunto não foi adiante. A entrada de Zurita no negócio agropecuário, no entanto, não apenas foi feita às claras como contou com a ajuda da própria Nestlé. O austríaco Peter Brabeck, na época CEO mundial e atual presidente do conselho de administração, aprovou um empréstimo a Zurita, ainda quando este presidia a filial do México, para complementar o valor da aquisição de uma fazenda em Araras,terra natal do executivo. O empréstimo foi reembolsado integralmente à companhia, por meio de opções de ações que o executivo detinha, além de bônus e premiações que recebia pelo seu desempenho. Por coincidência, Brabeck, que lhe deu o empurrão inicial, também está de saída da Nestlé. 
 
Ele trocará o cargo na companhia suíça pela mesma posição na empresa que controla a Fórmula 1, a Delta Topco, segundo reportagem do jornal britânico Financial Times. Tanto prestígio assim perante aos seus chefes não se devia apenas ao bom desempenho na operação brasileira. Zurita tem uma trajetória exemplar na Nestlé, empresa que faz parte de sua vida desde o berço. Araras, onde nasceu, abriga o primeiro complexo fabril da Nestlé, desde 1921 – entre suas recordações de infância, ele costuma mencionar o cheiro de chocolate que invadia a cidade. Estudante de economia pela Universidade Mackenzie, começou a trabalhar na empresa como estagiário aos 17 anos. Ao longo de sua carreira, presidiu as subsidiárias do Chile, da Argentina, do Panamá e do México. 
 
Em 2001, voltou ao Brasil, substituindo Ricardo Gonçalves, que nos quatro anos anteriores havia tentado derrubar os feudos que existiam na Nestlé. Na época, as unidades de negócio da companhia tinham autonomia considerada excessiva. Zurita aprofundou essa ação, mas de uma forma diferente. “Ele optou pela centralização excessiva, reduzindo o peso dos responsáveis pelas áreas de negócios”, diz um ex-diretor da Nestlé. Resultado: acumulou poder. O melhor exemplo da centralização é que Zurita concentrou a responsabilidade pela verba de marketing da Nestlé, que chegou a R$ 500 milhões. “Ele passou a se sentir à vontade para gastar onde achava melhor esse dinheiro”, diz um publicitário que trabalhou para a Nestlé. Muitas vezes, as agências da multinacional suíça não entendiam por que Zurita resolvia fazer determinados gastos ou patrocínios. 
 
118.jpg
Amigo de fé: a Nestlé, de Zurita, patrocina o cantor Roberto Carlos,
que é um importante cliente da AgroZurita.
 
“Com frequência, havia gastos que não faziam sentido”, afirma o publicitário. “Ou que faziam sentido se fossem aplicados em outros projetos.” Uma empresa de promoção da família chegou a angariar grandes verbas de patrocínio da Nestlé para eventos como a competição hípica Athina Onassis Horse Show. Com a influência de Zurita, a empresa rapidamente conquistou vários clientes no setor de eventos. Ao mesmo tempo que sua carreira atingia o ápice na Nestlé, Zurita tornou-se um empresário bem-sucedido do setor agropecuário. Aos poucos, aflorou outra vertente da personalidade de Zurita. Ele se transformou em um promotor de eventos em ascensão e um personagem onipresente nas publicações voltadas ao mundo dos famosos. Dono de mais de mil cabeças de gado da raça nelore, os concorridos e badalados leilões que promove arrecadam milhões de reais e são frequentados por celebridades. 
 
“Um número expressivo de compradores do gado era gente patrocinada pela Nestlé, como Roberto Carlos, Ratinho, Ana Maria Braga, Faustão e Gugu Liberato”, diz uma fonte próxima a Zurita. Um de seus principais clientes nesses leilões é o cantor Roberto Carlos, que recebeu no ano passado R$ 12 milhões em patrocínio, como parte da comemoração dos 90 anos da Nestlé no Brasil, segundo estimativas do mercado publicitário. Com isso, a Nestlé tem o direito de estampar sua marca em material promocional de shows e fazer promoções, como a que sorteou 50 calhambeques. Em outubro do ano passado, por exemplo, o Rei arrematou, por R$ 1 milhão, 50% do Touro Rajat FIV. Em 2005, o cantor já havia comprado o touro King of Africa, por R$ 800 mil. 
 
Questionado por DINHEIRO sobre essa relação de patrocínio a celebridades que são seus clientes na AgroZurita, o executivo respondeu: “Não há nenhuma relação dos patrocínios da Nestlé com o interesse particular desses artistas em, eventualmente, investir ou participar dos leilões promovidos pela AgroZurita.” Um fato que chama a atenção são os preços alcançados nessas vendas de gado. Desde 2008, em apenas cinco leilões de nelore, Zurita já arrecadou R$ 39,8 milhões, vendendo 128 animais, segundo dados públicos e veiculados por revistas especializadas. O preço médio dos animais de genética selecionada vendidos pela AgroZurita foi de R$ 311 mil, um valor considerado muito alto por leiloeiros do chamado ‘gado de elite’. O maior valor alcançado foi de R$ 2,1 milhões. 
 
119.jpg
Dupla dinâmica: Brabeck (à esq.), chairman da Nestlé, ajudou Zurita a comprar a primeira fazenda.
Bulcke, atual CEO, aposta na rentabilidade nos países emergentes.
 
“É impossível rentabilizar um reprodutor por este preço”, afirma um dos maiores leiloeiros de gado do País. Animais excepcionais normalmente são vendidos por até R$ 200 mil a grandes pecuaristas, interessados em melhorar a qualidade de seu plantel de corte. A rentabilidade ocorre pelo aumento no peso médio do rebanho propiciado pela melhora genética. “Esses preços são irreais”, afirma o leiloeiro. Nacionalmente, a média de preço de matrizes nelore com boa qualidade genética é de R$ 15 mil. Outro fator que teria arranhado a imagem de Zurita junto à matriz ocorreu por conta da disputa na Justiça com o antigo banco Schahin (vendido para o mineiro BMG, no ano passado) em torno da dívida de R$ 7 milhões contraída pelo executivo em 2004 para compra de um imóvel. 
 
Zurita não quitou o empréstimo, sofreu uma ação de execução que se arrasta na Justiça desde 2007, com múltiplos recursos a tribunais superiores. O valor atualizado da dívida supera os R$ 20 milhões. Desde que foi obrigado por uma decisão favorável ao banco a depositar R$ 7,6 milhões em juízo, em 2008, o presidente da Nestlé contesta o valor total devido, afirmando que pagamentos parciais não foram descontados. No começo do ano, ele conseguiu impedir com uma liminar o leilão de uma fazenda que havia sido penhorada como garantia. “Trata-se de um contrato antigo que sempre foi conduzido de forma transparente”, afirma Zurita. Para empresas multinacionais, situações de pendências financeiras dessa natureza de seus executivos são consideradas inaceitáveis. Como presidente do conselho consultivo, Zurita diz que irá se dedicar a avaliar oportunidades de aquisições estratégicas e estudar tendências que impulsionem ainda mais os negócios da Nestlé no Brasil. 
 
Ele afirma também que ajudará na transição para Marroquín Cuesta, que deixa o México apresentando bons resultados. Assim que sentar na cadeira de Zurita, a partir do dia 1º de julho, Marroquín Cuesta, que está há 28 anos na Nestlé, dificilmente fará uma guinada radical na gestão da empresa e deverá manter as estratégias formuladas por Zurita. O consultor Eugenio Foganholo, da consultoria paulista Mixxer, afirma que Zurita acertou ao definir algumas linhas principais que geraram a expansão de receitas da empresa. “Antes dele, a Nestlé não tinha uma estratégia clara; agora possui diversos caminhos, que devem continuar sendo seguidos”, diz Foganholo. Analistas acreditam que é certa a manutenção do investimento na classe média emergente e no modelo bem-sucedido de vendas diretas. 
 
120.jpg
"El jefe": Marroquín Cuesta (à esq.) assume a filial brasileira a partir de julho.
 
“Historicamente, as grandes empresas de bens de consumo voltavam-se para as classes de renda mais alta e eram ineptas em chegar ao varejo de bairro, o que abria espaço para as marcas talibãs”, afirma José Lupoli Jr., dono da Lupoli Jr. & Consultores Associados, especializada em varejo. Embora as estratégias de crescimento estejam implantadas, a visão dos analistas é de que há um espaço para que Cuesta melhore o controle de custos, justamente o ponto fraco da gestão de Zurita no último ano. Segundo uma fonte próxima à companhia, a Nestlé falhou em reduzir custos ao não adotar providências nas áreas de compra e de logística que compensassem o aumento de preços de matérias-primas e da mão de obra no ano passado. Essa dificuldade se refletiu no balanço de 2011: a despeito do aumento nas vendas, o resultado operacional piorou. 
 
Não por acaso, em uma entrevista à CNN Expansión, do México, Marroquín mencionou o programa mundial da multinacional de racionalização de custos. “A iniciativa global chamada Excelência Contínua permite economias importantes em todas as operações da empresa, para tornar as marcas mais acessíveis aos consumidores”, disse o futuro presidente da filial brasileira. Marroquín Cuesta vai substituir um executivo que era considerado enérgico, focado e que costumava ser de bom trato, embora muito personalista. Ele tampouco era muito democrático na tomada de decisões. Costumava decidir e exigir obediência. “Sei que posso sair daqui, se não der certo”, era uma frase que Zurita costumava dizer. “Mas tenho certeza de que serei o último a apagar a luz.”

Fonte: Revista Isto é Dinheiro